A cidade da educação, por incrível que pareça, fica no Brasil.

Há uma iniciativa existente aqui no Brasil que mais parece um relato vindo de uma vila suíça ou então uma notícia vinda de uma das mais modernas cidades asiáticas. Imagine uma cidade inteira preocupada com a educação de seus moradores, onde empresários transformam parte de suas vendas em recursos financeiros para o pagamento do estudo de seus clientes. Esta cidade talvez seja a única no mundo: trata-se da pequena Rio Negrinho, em Santa Catarina, com 40 mil habitantes, distante cerca de 90 km de Joinville. Rio Negrinho está inovando ao criar um programa de fidelidade para os comerciantes locais que distribui pontos exclusivamente para o pagamento da educação. A iniciativa já engajou mais de 5% dos habitantes e movimentou cerca de R$ 170 mil em vendas em menos de um ano de atividade, mostrando seu grande valor também como ferramenta de marketing e vendas para quem a apoia. Os pontos são ganhos no comércio varejista, ou seja, em locais do cotidiano e acesso de todos, como supermercados, lojas de roupas e calçados, restaurantes e postos de combustíveis.

 

O programa de fidelidade de Rio Negrinho é uma parceria entre a startup Ponto Educa e a CDL local (Câmara de Dirigentes Lojistas). O movimento pela educação que se vê lá não tem data para acabar, já que a cada dia mais curiosos, ou devemos chamar de cidadãos conscientes, se interessam pelo programa e passam a ir atrás dos pontos. São 50 lojas que distribuem as milhagens educacionais, que podem ser trocadas por créditos financeiros para o pagamento de cursos nas instituições privadas de ensino da cidade (matrículas, mensalidades e materiais de ensino) e também dentre as milhares opções de cursos no Brasil e no exterior atreladas à Rede Ponto Educa. Ao propor distribuir créditos financeiros para a educação, o Programa Ponto Educa em Rio Negrinho conscientiza também a população para o hábito de poupança, aumentando o impacto social gerado.

Como se não bastasse, o Programa lançou no Dia do Professor, em outubro do ano passado, uma ação na qual os cidadãos podem indicar os professores que mais admiram, e então duplica-se parte dos pontos gerados por quem indicou para os educadores. Estes, por sua vez, podem solicitar uma transferência bancária, aumentando a renda de um segmento profissional que raramente recebe todo o prestígio que merece no Brasil.

Tomara que essa moda de Rio Negrinho se alastre por outras cidades do Brasil. Afinal, se existe algo que este país necessita e pode mudar o seu destino é a educação.

Até a próxima,
Rafael Tobar

Sobre o autor

Rafael Tobar é bacharel em comunicação social pela ESPM e pós-graduado em administração pela FGV-EAESP. É educador financeiro, gestor educacional e CEO do Ponto Educa (www.pontoeduca.com) – o primeiro programa privado de incentivo financeiro à educação na América Latina.

Uma resposta para “A cidade da educação, por incrível que pareça, fica no Brasil.”

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